Aída dos Santos, uma mulher de garra
André Pupo é diretor do Doc , Aída dos Santos, uma mulher de garra.
Em qual momento está o DOC?
O documentário está em fase de captação de imagens. Todo o conteúdo previsto para ser filmado em território nacional já foi feito e a equipe aguarda a data de viagem para Tóquio para completar as filmagens. Neste meio tempo, com o material que temos, nossos parceiros já estão trabalhando na pós produção e trilha sonora.
Pq Aída dos Santos? Fale sobre o processo de criação
Nossa busca teve foco em uma figura que tinha tudo para ser medalhista e não foi. A nossa surpresa, ao encontrarmos o nome de Aída dos Santos em nossa pesquisa, foi descobrir que a atleta possuía as características contrárias à que pensávamos estar buscando. Aída tinha tudo para não ir às olimpíadas e contou somente com sua própria garra para garantir o quarto lugar. Quando entramos em contato com sua história, descobrimos que ela era realmente a pessoa certa para explorarmos.
Conte sobre as entrevistas. Quem vc já entrevistou? O que mais te chamou a atenção?
Nossa guia é Aída e ela se posiciona como tal. Entrevistamos Aida no complexo de atletismo Célio de Barros e na sala de troféus do Botafogo. É difícil que uma mulher de 75 anos seja espontânea ao contar sua estória repetida a exaustão, esperamos muito dos depoimentos de Aida durante a sua viagem para Tóquio onde estaremos ancorado no lugar onde tudo aconteceu, trazendo as lembranças a tona.
Quais são suas expectativas? Como vc quer que fique o DOC?
Através de uma narrativa direta da própia personagem queremos passar a solidão no dia a dia de Aida nas Olimpíadas. Mostrar a importância de Aida para o esporte olímpico nacional como uma atleta que alcançou uma colocação digna apenas com a sua determinação e nenhum apoio da Confederação de Desportos, na época o órgão que coordenava os esportes amadores, para que nunca se cometa mais um descaso como esse e que outros talentos sejam desperdiçados.
O que as pessoas vão encontrar quando assistirem Aída dos Santos, uma mulher de garra?
Esperamos que o espectador sinta-se na pele de Aída em toda sua trajetória para chegar em Tóquio. Estamos focando na mistura do drama com o documentário justamente para buscar essa identificação, ao mesmo tempo em que pretendemos ilustrar a surpresa e a emoção da saltadora ao voltar para o palco que a consagrou como referência mundial do Atletismo.
Reinaldo Conrad – O Atleta do Detalhe
Murilo Salles, cineasta de longa data, com uma filmografia extensa e premiada é diretor do documentário que vai contar a trajetória do atleta Reinaldo Conrad.
Porque Reinaldo Conrad?
Porque ele é um pioneiro e por causa da trajetória dele, que aprendeu a velejar numa represa, Guarapiranga e se tornou o primeiro medalhista olímpico da vela brasileira, numa regata no mar. Os desafios técnicos que enfrentou à época, onde havia uma enorme defasagem entre os velejadores dos países desenvolvidos e ele… E tem, também, um lado meu nisso, que é gostar de olhar para o esportista em seu desafio solitário, no mar, numa luta travada contra a natureza, com o barco. Isso é muito cinematográfico.
Já filmamos a maior parte: ele navegando, em competição, tentando classificar para a Olimpíadas de Londres. Vamos no fim do mês filmar a parte mais “intimista”: primeiro, uma entrevista. Depois, ele e seu clube, onde se formou, onde treinava e virou uma referência da vela brasileira.
Quais estão sendo os desafios? Quais escolhas que estão sendo feitas em relação a linguagem?
Filmar um esporte tão singular quanto a vela impõe um pensar estético muito rigoroso, pois a competição – entre os velejadores – não é tão explicita visualmente tal como numa luta de box ou no volei, na natação, esportes onde a liturgia da “competitividade” é mais explícita. O velejador pode, numa competição, fazer um percurso diverso dos outros. Onde ele praticamente veleje solitário. Ele tem que cumprir um trajeto: a saída, o retorno e a chegada, mas, no mar não há raias. O que interessa numa regata é a concentração do velejador e de seu timoneiro em todos os detalhes e ajustes do barco ao vento, à correnteza, a maré e as ondas. É quase uma corrida contra desafios. Vencer esses desafios é mais importante do que ficar olhando para seus competidores. O que vai fazer de você um vencedor é a sua capacidade de superar com excelência os desafios que se apresentam durante a regata, o desafio não é o competidor… A vitória é uma consequência dessa concentração e da performance. Sempre.
Quem vc já entrevistou ? Como foi? O que vc pode relatar que te surpreendeu de alguma forma?
Ainda não entrevistei ninguém. Ando pensando muito nisso. Acho que o filme que estou fazendo é uma homenagem para um vencedor olímpico. Um olhar sobre o desafio de sua jornada existencial. Não queria fazer um filme jornalístico. Entrevistas são o que imperam no AR, no jornalismo televisivo. Quero emocionar o espectador pela contundência do relato da jornada existencial de Reinaldo Conrad.
O que as pessoas vão poder ver com : Reinaldo Conrad – o atleta do detalhe”?
As Pessoas vão perceber que é necessário muita paixão para ser um vencedor olímpico. Portanto, estou fazendo um filme sobre essa paixão.
De Olaria para Helsinque: a história de um salto
André Klotzel, cineasta com vários filmes em sua trajetória, entre eles A Marvada Carne e Reflexões de um liquidificador, é diretor do DOC: De Olaria para Helsinque: a história de um salto, sobre o atleta José Telles da Conceição.
Porque José Telles da Conceição?
Ele é o paradigma do atleta excepcional e esquecido. Excepcional pelas características de talento múltiplo em nível de competitividade olímpica, e esquecido porque talvez nunca foi devidamente festejado, nem no auge da carreira. Em um projeto que se destina a resgatar a memória, nada melhor do que um personagem com estas características.
Qual momento que o doc está?
Estamos iniciando o processo de filmagens e logo em seguida entramos para uma primeira edição do material, que será seguida por mais uma etapa de captação.
Conta sobre as entrevistas? Com quem vc falou? Que histórias vc ouviu?
São muitas histórias e, previsivelmente, não cabem todas em um único filme. Muito menos em uma pequena entrevista como essa. Mas por enquanto ainda foram conversas telefônicas, ou feitas pelo pessoal que está fazendo a pesquisa do filme. Eu evito conversar com o entrevistado antes da gravação, como uma forma de manter uma curiosidade genuína no momento mais importante.
Por isso, vou me esquivar de responder essa pergunta…
O seu pensamento sobre o José Telles e o mundo que o envolve mudou desde o momento que vc começou a se aproximar dele?
Mudou muito. As informações disponíveis no primeiro contato eram muito precárias. Há fatos errados em buscas de internet, coisas mal explicadas na pouca literatura disponível. Ao juntar melhor os fragmentos de informações, receber imagens de pesquisas, ouvir histórias de pessoas que conviveram com ele, muita coisa se esclareceu. Ficou claro que tipo de atleta ele era e isso vai estar no documentário. Esse eu acho que é um grande valor dessa série: ela congrega informações soltas e, tenho certeza, a próxima pessoa que procurar saber sobre o Telles terá uma experiência muito melhor que a minha.
O que vc espera deste doc?
Além de juntar as informações dispersas por aí sobre o Telles, como falei acima, espero falar um pouco sobre o processo da memória negligenciada, que vai aos poucos se perdendo – enfim, falar sobre a memória em si.
A Luta Continua – Um Documentário em 12 rounds
Renata Sette, diretora do DOC sobre o pugilista Servílio de Oliveira, respondeu algumas questões sobre o processo de produção do documentário : A Luta continua- Um Documentário em 12 rounds”
Porque escolheu fazer um documentário sobre o Servílio e sobre boxe?
Quando começamos a pesquisar a atuação do Brasil nas Olimpíadas e descobrimos que o país só tem uma medalha olímpica no boxe ficamos, primeiro, perplexos. Depois, curiosos. Como é que o Servílio de Oliveira havia conseguido algo que Eder Jofre, Miguel de Oliveira, Popó, Sertão, etc., nunca conseguiram? O que fez dele o único? Aí fomos atrás dessa história. Conhecemos o Servílio, fizemos entrevistas, descobrimos o arquivo enorme que ele tinha de recortes de jornal, fotos… Descobrimos ali o nosso tema. Ao mesmo tempo que é uma história do esporte olímpico, é uma história cheia de interesse humano, obstinação, tragédia, superação.
Outra coisa que nos fez escolher o tema é simplesmente a admiração que temos pelo boxe como esporte em si. A plasticidade, a beleza da luta, das imagens. O boxe já foi tema de grandes filmes, agora queremos fazer um documentário à altura.
Qual é o desafio de fazer um DOC com um personagem vivo?
Acho que o maior desafio é fazer alguém confiar em você a ponto de entregar na sua mão a história da sua vida. A minha história é, em primeiro lugar, minha. Minha para contar, exibir, guardar, mostrar para os outros. Como é que eu entrego isso para alguém e depois consigo dormir a noite? Chegar para alguém que você não conhece e pedir isso é muito difícil, acho que em qualquer documentário.
Ao mesmo tempo, é preciso conciliar esse voto de confiança do “documentado” com o respeito ao público, a necessidade de mostrar as coisas como realmente são.
Fora isso, no caso de uma pessoa conhecida, como o Servílio que já foi entrevistado dezenas de vezes, é necessário encontrar fatos novos, informações desconhecidas, acrescentar à história para não ficar repetitivo. Encontrar o homem por trás da medalha e do discurso tão dito em tantas entrevistas- talvez esse seja o maior desafio.
Em qual momento está o DOC?
Estamos terminando de rever todo o material filmado para fazer a nova versão do roteiro pós-captação de imagens e depois disso entrar para a ilha de edição. Em paralelo, estamos definindo conceitos para a parte de arte e letterings do filme além do estudo do caminho para a música.
O nosso processo para a realização do Doc era, a partir do argumento/roteiro inicial, fazer uma pesquisa filmada, escolher os entrevistados a partir dela (não era possível ficar com todos que entrevistamos em função do tempo do Doc; 26’) e definir quais deles fariam parte do filme. São inevitáveis as mudanças pelas quais um documentário passa nesse processo de pesquisa. Descobrimos novas pessoas e possibilidades ainda não pensadas; exemplo disso é o Rafael, um menino de 11 anos que treina boxe em Rio Claro e que passou a fazer parte do filme quando vimos as semelhanças entre a personalidade, idade, escolhas e história dele com a do Servílio. O Rafael e o universo dele e da escola onde treina em Rio Claro foram um rico acréscimo para o filme.
De outro lado outra mudança ocorreu em função do falecimento de um dos personagens: o Sr. Antônio Carollo, técnico de toda a vida do Servílio. Fizemos uma entrevista com ele dois dias antes do seu falecimento, foi uma surpresa. Para o DOC tínhamos pensado em surpreender o Servílio e levar o Carollo ao encontro dele numa sala de cinema, onde o atleta, com 11 anos de idade, viu uma primeira luta do Éder Jofre em 1960. Diante desse acontecimento tivemos que mudar os nossos planos e promover o encontro de outra forma.
Outros entrevistados tiveram sua presença aumentada pelo fato de terem acrescentado um bom conteúdo ao filme. Dessas forma outras entrevistas podem ficar de fora. Uma das características mais magníficas no formato documentário é a liberdade para deixar que algumas coisas mudem no processo. Isso é o máximo. Dar a abertura a tais mudanças é válido e pode acrescentar ao filme, mesmo porque elas são inevitáveis.
Quem vc entrevistou? Como foram as entrevistas?
Entrevistamos: Servílio de Oliveira, Victória Chalot (sua esposa) e os irmãos: Silvério, Sinésio, Sônia, Silvana e Silvanete. O filho Gabriel de Oliveira.
Conversamos e convivemos muito com os profissionais de boxe que nos auxiliaram e foram nossos consultores na escolha de todos os atletas e profissionais que participaram do documentário: Xexeu Tripoli, do Palmeiras, e Breno Macedo, que trabalha no Palmeiras com o Xexeu. Ele é um estudioso do esporte, estudante de História na USP e nos finais de semana professor de Boxe na escola da sua família, em Rio Claro.
Entrevistamos Éder Jofre, Antônio Carollo e o pugilista mirim Rafael Bombonatti.
As entrevistas foram muito boas. Algumas, das quais nem esperávamos tanto, nos surpreenderam. As conversas com o Servílio foram boas descobertas; francas. Conseguimos ver por trás da sua preparação e oratória, sentimentos novos e fatos até então não muito explorados.
O salto de Adhemar
Rafael Terpins, Thiago Mendonça estão gravando o documentário sobre a vida do atleta Adhemar Ferreira da Silva: O salto de Adhemar.
Medalhista de ouro no salto triplo das Olimpíadas de Helsinque (1952) e Melbourne (1956), ele também “foi uma pessoa que combateu o preconceito e promoveu o atletismo no país”, ressalta o diretor Rafael Terpins. Adhemar foi adido cultural, professor da Febem e até mesmo ator em “Orfeu negro”, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1960.
Terpins respondeu algumas questões sobre o documentário.
1)Em que momento do documentário vcs estão?
Já colhemos uma boa quantidade de material de arquivo e só falta uma diária de câmera em Manaus. O Thiago Brandimarte Mendonça, que divide a direção comigo está editando o primeiro bloco, sobre o início da vida de Adhemar para que possamos iniciar as sequências animadas.
2) Como se deu a sua escolha de falar sobre o Adhemar? Qual é a sua relação com o mundo esportivo?

Rafael Terpins e Thiago Mendonça diretoers do Documentário O Salto de Adhemar. Foto: Leonardo Pietrocola
Já joguei basquete com uma breve passagem no high school americano e defendi a seleção judaica brasileira. Cheguei a treinar com os veteranos da Hebraica marcando os eternos pivôs da seleção Gerson e Israel. Hoje sou praticante e entusiasta do Kung Fu na ASKF, o esporte sempre me deu muito prazer e faz parte da minha vida.
O Thiago já trabalhou o tema esportivo no documentário Fora de Campo (co-direção com Adirley Queirós) quando seguiu a vida de ex-jogadores de futebol na segunda divisão brasiliense.
Um amigo indicou o Adhemar como tema para o edital e ficamos fascinados com sua história, e mais impressionados com a ignorância geral com esta lenda do esporte nacional.
2)Descreva o Adhemar que vc tinha na cabeça antes de começar a se apropriar do documentário e agora? O Adhemar, para mim, era um atleta natural, um fenômeno que já nasceu pronto. Uma pessoa curiosa com uma certa tendência artística, uma facilidade enorme para línguas e uma veia diplomática. Após o início do documentário, percebi que ele era muito mais do que isso. O Adhemar tinha uma verdadeira obsessão por conhecimento, aplicação nos treinos e para com a vida ao mesmo tempo que borbulhava uma veia artística latente. O que mais nos impressionou foi seu lado “Forrest Gump”, sua história se confunde com a história do país. Foi escultor na oficina de Brecheret, atuou na peça Orfeu e Negro de Vinicius de Morais e desempenhou o papel da morte no flme de mesmo nome de Marcel Camus, foi desafeto de Janio Quadros e hospedou Pierre Fatumbi Verger na sua casa na Nigéria.
3)Com quais personagens você gravou? Conta um pouco sobre esses momentos.
Tivemos depoimentos deliciosos. Gravamos com Nelson Prudêncio, ex-triplista medalhista na olimpíada do México 68 na UFSCar, onde ele nos deu uma verdadeira aula de dinâmica de movimento no salto triplo.
Conversamos com Wanda dos Santos que, com 16 anos acompanhou Adhemar na sua primeira conquista olímpica. Wanda já tem quase 80 anos, mas continua treinando e disputando nas barreiras mundo afora.
Conversamos com Luís Roberto, amigo pessoal de Adhemar que participou de projetos sociais com o atleta e nos contou sobre esta obsessão de Adhemar em conhecer a cultura e idiomas antes de viajar para o local.
Também gravamos com a família. O neto Diego contou da figura paterna que foi seu avô e de sua busca por documentar sua trajetória. Adyel nos presenteou com um relato emocionante onde passamos por toda vida de Adhemar, de seu nascimento até seu legado. Adyel é cantora e leva adiante a carreira que seu pai desejava ter antes de ser descoberto para o atletismo.
4) Você tem uma forte referência nas suas direções com a animação. Como vai se dar este cruzamento com o Adhemar?
Nossa idéia inicial era utilizar a animação para descrever períodos. Localizar o espectador na década de 50, 60 e assim por diante.
Já havíamos captado o triplista Jefferson Sabino saltando com câmeras de alta velocidade para ilustrar os momentos da vida do atleta em um paralelo com sua modalidade.
Acontece que o artista Adhemar Ferreira da Silva, nos deixou um tesouro escondido. Localizamos uma coleção incrível de imagens captadas durante os anos de 1974 a 1977 na Nigéria em Super 8. Fazer filmes é um processo orgânico e este material nos fez repensar o roteiro e estamos levando o filme para uma outra direção. Muito mais condizente com o espírito multicultural de Adhemar Ferreira da Silva.
5) O que as pessoas vão assistir com este doc pronto?
A maioria das pessoas irão conhecer a história de Adhemar Ferreira da Silva. O primeiro brasileiro a entrar no Hall da Fama do Atletismo ao lado de Jesse Owens. Irão conhecer o artista, irão conhecer a pessoa obstinada e alegre mas principalmente irão entender por que Adhemar é o maior atleta do esporte Olímpico brasileiro.
Ouro, prata, bronze e…chumbo
José Roberto Torero, é jornalista e escritor. Está dirigindo o DOC sobre Afrânio Costa, Dario Barbosa, Fernando Soledade, Guilherme Paraense e Sebastião Wolf. A equipe brasileira de tiro de 1920, que foram os nossos primeiros medalhistas.
Um bate-papo por email com o diretor de “Ouro, prata, bronze e…chumbo”
Conta um pouco da sua escolha em contar essa estória?
Duas coisas me chamaram a atenção para esta história. A primeira, óbvia, é o fato de ser a primeira vez em que o Brasil consegue medalhas olímpicas. A segunda foi a odisseia que os atletas tiveram que enfrentar para chegar à competição. Foram de navio (com cabines tão ruins que eles dormiam no bar), mas no meio do caminho descobriram que não chegariam a tempo e tiveram que ir de Portugal a Antuérpia de trem (nem sempre em vagões de passageiros). Tiveram as munições e alvos roubados e conquistaram suas medalhas com armas emprestadas na hora da competição.
Vc escreve já há um tempo uma coluna sobre futebol. O que te interessa no mundo olímpico?
A mesma coisa que no futebol: as histórias dos atletas, suas batalhas, suas graças e desgraças.
Em qual momento o documentário está?
Ontem, dia 28 de março, viajamos para o Rio de Janeiro e fizemos as primeiras entrevistas.
Fale um pouco das entrevistas. Quem e o que vc encontrou pelo caminho?
Entrevistamos familiares de dois atletas, Guilherme Paraense e Afrânio Costa, que ganharam ouro e prata individualmente (a equipe ainda ganhou um bronze coletivo). A neta do primeiro e o sobrinho—bisneto do segundo contaram um pouco o que as famílias sabem das histórias dos jogos e como eram os dois atletas. Depois falamos com o técnico da seleção brasileira e com uma atiradora, enfocando aspectos técnicos e emocionais do tiro.
O que vc espera desse documentário e o que as pessoas podem esperar dele?
Eu espero que as pessoas gostem e que se lembrem por muito tempo da história destes cinco sujeitos que tiveram que fazer várias peripécias para conquistar as primeiras medalhas para o Brasil. As pessoas podem esperar uma história diferente e contada de um modo pouco comum.
















